segunda-feira, 7 de julho de 2014

INTJ?

Sou um INTJ? Sou sozinho e desinteressado a maior parte do tempo( tenho apenas afetos controláveis e leves que se manifestam em amizades íntimas e paixões platônicas, nada que atrapalhe a minha autonomia), em geral chego a ficar uns 2 ou 3 anos assim, sem ficar muito incomodado com isso, mas ai chegam fases obscuras, meu lado FI e SE se manifestam, chega a fase onde minha solidão bem resolvida é invadida pela necessidade de ter alguém, ai surgem paixões intensas que viram meu mundo ao avesso, me aproximam dos meus sentimentos e carências adormecidas, é um tanto sofrido, eu fico contando o tempo pra voltar ao normal. Conclui que essa virada de mesa é inevitável e que é preciso tratar com ela da melhor forma possível, com o máximo de consciência, pra extrair o melhor possível dessas experiências, pra reduzir ao máximo o sofrimento. Me preocupo com pessoas que acham que a mesa jamais vai virar, me parece ilusão, penso que seja melhor tentar estar preparado, pro caso dessa virada ocorrer.

PS: 2 meses depois de escrever o texto, conclui que eu era INFP

sábado, 5 de julho de 2014

O Peso da Reforma Moral

Acho que mais de 90% das nossas manifestações(incluindo ai pensamento, ação, reação, reflexos, sentimentos, hábitos) são mecânicas, obedecem padrões já antes estabelecidos. Digamos que em algum momento específico da minha vida eu passe a valorizar exclusivamente um tipo de estética arquitetônica X, e que isso crie raízes profundas em mim e que uns anos depois, ainda sob a influência desse valor, eu, por um acidente, tenha que ir morar numa casa com um tipo de estética arquitetônica Y, que conflita com os valores da estética X. Esse valor anterior poderia realizar uma forte interferência na minha experiência com a casa, teria um efeito bastante desagradável... Imagine que eu me torne muçulmano, e que eu adquira todo um típico conjunto de valores condizentes com o islamismo fundamentalista, e que posteriormente eu tenha um filho que se torne evangélico, meus valores muçulmanos tendem a interferir na minha relação com meu filho, talvez até de uma maneira um pouco trágica. Digamos que eu abrace um ideal de vida hedonista, e que eu ache normal usar as pessoas, sem menor consideração por elas, visando apenas a minha satisfação egoísta, e que esses valores egoístas e utilitários se cristalizem na minha psique, e que eu engravide uma dessas pessoas e nasça uma criança defeituosa, ora, precisarei ter uma postura de doação pra com essa criança, mas meu complexo de valores estaria apenas programado pra busca de satisfação imediata e eu teria um sofrimento duplo, o primeiro pela situação em si, o segundo pelo conflito entre os valores que se cristalizaram em mim e a postura que as circunstâncias exigem de mim. Estes exemplos devem ser a ponta do iceberg, estou convencido de que uma grande parcela da nossa felicidade ou infelicidade é determinada por esses conjuntos de valores. Existe um outro problema, esses valores não podem ser mudados o tempo todo, existem períodos específicos aonde é mais fácil mudar esses valores, existem períodos onde é muito difícil mudar, onde nos tornamos escravos desses valores anteriormente adquiridos. É necessário, nas fases propensas a mudança de valores, ter em mente, os possíveis efeitos dos valores que estamos adquirindo, acho que isso é a base da consciência moral.


Obs 1: Existem pessoas que são mais maleáveis, que mudam seus valores com maior frequência, mas acredito que elas paguem um preço por isso... Uma pessoa assim é como um ônibus que para em uma série muito grande de pontos, essas fases de reforma moral(como a minha atual), são pouco produtivas, pois uma boa parcela da energia psíquica da pessoa se destina a reforma e a pessoa se vê com menores forças psicológicas perante os desafios da vida prática.

Obs2: Uma vez que os efeitos de uma determinada reforma moral podem ter fortes efeitos, entendo que seja muito importante ser o mais realista possível durante elas, tentar se pautar em princípios objetivos, sem se deixar levar pelo calor do momento.

Obs 3: - Atualmente creio que religiões são, acima tudo, uma orientação moral coletiva, as grandes mentes da religião não são aquelas que construiram o conteúdo mais coerente, mas aquelas que calcularam melhor o impacto de seu conteúdo sobre a psique coletiva.

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Sobre Deus Pt 2

Nossas melhores explicações sobre Deus são como uma reprodução da quadragésima sinfonia de Mozart feita por uma única pessoa, utilizando para isso apenas de um copo e um garfo.

sábado, 21 de junho de 2014

Policia


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A maioria das divergências de opinião são totalmente toleráveis, mas existem pensamentos que se tornaram doenças na nossa sociedade. Entendo que uma pessoa queira que certos policiais que realmente abusam de sua função sejam punidos com rigor, estou com elas, mas acho muito ingrato, injusto, inconsequente e infantil que tanta gente supostamente instruída queira esculachar a corporação como um todo. Gente que acha que está na Noruega e não percebeu que coisa por aqui é tensa. Acho muito incoerente que esses inimigos da ordem pública peçam a cabeça da Sherazade por ai, até acho que ela mandou mal no caso do ''adote um bandido'', mas eles não tem nenhuma envergadura moral pra condenar a jornalista nesse caso, pois no fundo eles são mais culpados pelos linchamentos do que ela. Linchamentos são uma consequência inevitável do enfraquecimento da ordem pública, eles não tem nada haver com fascismo, muito pelo contrário, eles são frutos de um estado demasiadamente anárquico. Tem até alguns que falam contra a justiça com as próprias mãos quando amarram ladrão em poste, mas acham bonito quando uns garotos mascarados que não sabem nada da vida espancam um coronel da PM. Como se ladrão tivesse se tornado um ofício mais digno do que o de policial. Como se o bandido fosse vítima da sociedade e o policial não, como se não existissem policiais negros ou advindos de famílias pobres

Abaixo dois textos da Carta Capital que mostram bem a incoerência descrita acima:

http://negrobelchior.cartacapital.com.br/2013/10/27/2169/

http://www.cartacapital.com.br/sociedade/a-subsombra-desumana-de-raquel-sheherazade-8276.html

sábado, 14 de junho de 2014

Do Mendigo

''Meu pai era um sujeito relaxado, que às vezes ia de pijama receber as visitas. Mas ele chamava de "senhor" cada mendigo que o abordava na rua, e sem que ele me dissesse uma palavra aprendi que o homem em dificuldades necessitava de mais demonstrações de respeito do que as pessoas em situação normal''


domingo, 8 de junho de 2014

Sobre Deus

''Parafraseando o Alberto Caireiro eu diria que: Deus não é uma idéia minha, a minha idéia de Deus que é uma idéia minha''

Ed Renê Kivtz

quinta-feira, 29 de maio de 2014

A Semeadura do Pensamento

''As condições nas quais nos encontramos são o resultado do que pensamos;
permanecem fundamentalmente na mente, são forjadas por ela.
Se um homem fala ou atua com a mente pura, a felicidade o segue com a sua sombra inseparável. ''

Dhammapada