quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Da Rejeição Afetiva.

Prefiro ser rejeitado de forma limpa e honrosa do que ser quisto por uma pessoa não tem um nível de consideração forte pelo meu bem estar.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

TIME

Pink Floyd

Composição: Mason, Waters, Wright, Gilmour


Ticking away the moments that make up a dull day
You fritter and waste the hours in an off hand way
Kicking around on a piece of ground in your home town
Waiting for someone or something to show you the way

Tired of lying in the sunshine staying home to watch the rain
You are young and life is long and there is time to kill today
And then one day you find ten years have got behind you
No one told you when to run, you missed the starting gun

And you run and you run to catch up with the sun, but it's sinking
And racing around to come up behind you again
The sun is the same in a relative way, but you're older
Shorter of breath and one day closer to death

Every year is getting shorter, never seem to find the time
Plans that either come to naught or half a page of scribbled lines
Hanging on in quiet desperation is the English way
The time is gone the song is over, thought I'd something more to say

Home, home again
I like to be here when I can
When I come home cold and tired
It's good to warm my bones beside the fire
Far away across the field
The tolling of the iron bell
Calls the faithful to their knees
To hear the softly spoken magic spells

Quando o Bom Se Torna Ruim

Se hoje em dias as pessoas escrotizam os sentimentos e eu não aderi, bem, eu não posso me envergonhar disso. Não vou chegar coxando ninguém e nem vou tentar passar o rodo, não porque estas coisas sejam erradas ou imorais, mas simplesmente por que eu não sinto que isso vá me trazer felicidade e me arrependo de um dia ter sido otário o suficiente pra me sentir loser por causa disso.

domingo, 31 de julho de 2011

Pureza

''Se alguém fala ou age de acordo com pensamentos puros, a felicidade o perseguirá como uma sombra fiel''

Dhammapada cap 1

sábado, 30 de julho de 2011

Compreensão

''Fomos ensinados (e entendo isso melhor a cada dia) que a compreensão não é o produto de uma função no homem, mas é a resultante das várias funções trabalhando em harmonia. Por exemplo, se a pessoa aprecia algo com a mente, ela 'conhece'; se aprecia isso com as emoções, ela 'sente’; se aprecia com os órgãos físicos externos, ela 'tem a sensação’ daquilo. Mas se simultaneamente aprecia com a mente, as emoções e os sentidos físicos, então ela realmente compreende aquilo. Como somos atualmente, isso é muito raro de ocorrer''

Rodney Collin

sexta-feira, 29 de julho de 2011

NETUNO

''Não por acaso Netuno rege também aquilo que não conseguimos ver e que funciona como um poderoso narcótico coletivo, que, não raro, nos faz inverter as polaridades de tudo: o bom vira mau, o mau é bom, o certo é o errado e o errado é o certo. Confuso? É assim mesmo''

''Cerca de sete anos depois que Netuno ingressou em Aquário, ou seja, na metade de sua trajetória por este signo, foi lançado o filme Closer, que, no Brasil, recebeu o subtítulo "Perto Demais". Perto demais? Não acabamos de falar que Aquário como arquétipo pode ter uma boa dose de fobia de intimidade? Closer retrata bem os excessos de Netuno em Aquário: ninguém é de ninguém, as pessoas mudam de ideia a toda hora e o amor parece estar no cérebro (mas procure com cuidado, ok?), e não no coração. E o que mais acontece em Closer é o "efeito enjoo". Um enjoa do outro com uma rapidez incrível. Quando o objeto de amor rejeitado finalmente parece novamente "distante", volta a ser digno de ser almejado e, então, recomeça a sedução. O filme inteiro é em torno destas quebras, volúpias e mudanças de ideias. E a última coisa que se pode dizer dele é que seja romântico. No entanto, foi excelente para captar uma tendência coletiva! Closer é o grande filme das relações atuais. Claro que a sua pode não ter nada a ver com isto, mas dê uma pequena olhada ao redor''



Vanessa Tuleski

A LENDA DAS AREIAS

''Um riacho, vindo desde suas origens distantes nas montanhas, passando por todo tipo de terrenos ao atravessar os campos, finalmente alcançou as areias do deserto. Assim como atravessou as outras barreiras, o riacho tentou atravessar esta. Porém, descobriu que assim que mergulhava na direção das areias, suas águas desapareciam.

Estava convencido, no entanto, de que era seu destino cruzar aquele deserto, mas ainda assim não sabia como fazê-lo. Então, uma voz misteriosa vinda do próprio deserto sussurou: “O vento cruza o deserto, o mesmo pode fazer o riacho.”

O riacho objetou que estava se arremessando contra as areias, apenas para ser absorvido em seguida, e que o vento podia voar, e por isso podia atravessar o deserto.

“Atirando-se da maneira como está habituado não conseguirá cruzá-lo. Irá apenas desaparecer, ou tornar-se um pântano. Deve permitir que o vento o carregue sobre as areias até seu destino.”

“Mas como pode isso acontecer?”

“Permitindo ser absorvido pelo vento.”

Essa idéia não era aceitável para o riacho. Afinal de contas, ele nunca fora absorvido antes. Não queria perder sua individualidade. E uma vez a tendo perdido, como saberia que seria recuperável?

“O vento cumpre essa função”, disseram as areias, “eleva a água, carrega-a sobre o deserto e depois a deixa cair. Caindo como chuva, a água novamente se torna um rio.”

“Como posso saber que isso é verdade?”

“Assim é, e se não acredita, não se tornará mais que um charco, e mesmo isto levaria muitos e muitos anos; e certamente um charco não é o mesmo que um riacho.”

“Mas não posso permanecer o mesmo riacho que sou hoje?”

“Não pode, em caso algum, permanecer assim”, respondeu a voz. “Sua parte essencial é transportada e forma um riacho novamente. Você é chamado assim hoje mesmo sem saber qual parte de você é a essencial.”

Ao ouvir isto, certos ecos começaram a surgir nos pensamentos do riacho. Vagamente, lembrou um estado em que ele – ou uma parte dele, será? – fora levada nos braços do vento. Também lembrou – ou quase – de que isso era o que deveria fazer, não necessariamente o mais óbvio a fazer.

E o riacho elevou-se como vapor nos acolhedores braços do vento, que gentil e facilmente o carregou para o alto ao longo do deserto, deixando-o cair suavemente assim que alcançaram o topo de uma montanha, milhas e milhas depois. E porque tivera suas dúvidas, o riacho pode recordar e gravar melhor em sua memória os detalhes daquela experiência. E refletiu, “Sim, agora conheci minha verdadeira identidade.”

O riacho estava aprendendo. E as areias sussurraram: “Sabemos disso porque vemos acontecer dia após dia; e porque nós, as areias, nos estendemos desde as margens do rio até as montanhas.”

E é por isso que se diz que o caminho pelo qual o Rio da Vida tem que seguir sua viagem está escrito nas Areias''