quinta-feira, 1 de janeiro de 2015
Da Falácia do Autoconhecimento.
Você fala em autoconhecimento, mas a leveza insubstancial do seu sorriso me faz crer que você jamais se atreveu a conhecer as dimensões obscuras da existência.
sexta-feira, 26 de dezembro de 2014
Como Água.
A água absorve tudo quanto toca.
Absorvo e me conecto com as pessoas quando passo muito tempo com elas, por isso preciso selecionar muito bem as pessoas que ficam perto de mim ou me isolar.
quarta-feira, 10 de dezembro de 2014
Projeções e Política
Me diga onde você projeta a sua sombra e eu te direi que tipo de estorvo pra sociedade radical político você será.
As Burrocracias de Um Coração Fi
Eu
tenho um coração astutamente burocrático e desenvolvi camadas
progressivas de interesse, tem um rostinho bonito? Avança um nível!
Falou alguma coisa legal, avança outro! Encaixou em alguma tipificação
desejada, avança vários. Chega num ponto aonde eu começo a observar e
dissecar a pessoa, ai talvez o meu interesse se torne sério, ou talvez
ele morra por causa de algum determinado motivo. Trocentas pessoas já
entraram nas camadas iniciais, tantas que eu até disfarço esses níveis
iniciais pra não parecer cretino ou carente, desde a atendente da loja
de conveniência até algumas muitas moças que nunca conheci pessoalmente
ou que conheci mas nunca fui próximo... Mas é raro a coisa ficar séria.
terça-feira, 4 de novembro de 2014
Contra o Retorno Militar
''A cabeça da Dilma ainda é a da formação que ela teve, a nossa geração
toda foi deformada, isso foi um subproduto do regime militar. Eu deixei
de estudar economia como eu deveria na faculdade,
porque eu só queria estudar marxismo e leninismo. Um regime militar
obscurantista como o que nós tivemos não deforma só quem tá no poder,
deforma também quem tá contra, o paroxismo disso foi o bolchevismo na
Rússia czarista. Porque que não apareceu na França, na Inglaterra, não
apareceu nem na Alemanha algo parecido? Porque o ambiente democrático
arejado não dá margem pressa deformação''
Eduardo Giannetti
Eduardo Giannetti
domingo, 26 de outubro de 2014
A Grande Lição da Eleição.
A eleição me mostrou que o problema não se limita apenas a
corrupção dos mandatários políticos ou da imprensa, mas a indecência que está
dentro de mim e das pessoas que estão a minha volta. O eleitor que só aceita
enxergar os defeitos de um partido é também um pouco corrupto, como um juiz que
só quer entender um dos lados que está sendo julgado. Uma pessoa que vota num
partido X que a favorece sabendo que ele prejudicará o país como um todo é
também alguém que faz descaso da sua pátria. Uma pessoa que divulga algo no
Facebook sem se preocupar se aquilo é realmente verdadeiro não tem moral
nenhuma pra reclamar das mentiras que a imprensa conta. Talvez o grande problema da sociedade
brasileira seja lembrar demais o mal que está lá e esquecer negligentemente o
mal que está aqui.
Respeito ou Covardia?
Achei a eleição muito divertida em um aspecto, muitos de nós somos covardes, adoramos falar das personalidades ou entidades públicas de forma leviana e ferrar a imagem delas, uma vez que elas não estão presentes pra se defender mesmo, já estamos acostumados a fazer isso sem medo ou vergonha alguma, é hábito, mas ai veio também o hábito de se manifestar no Facebook e quando tentamos juntar um hábito com o outro, deu curto-circuito, pois surgiram pessoas com leviandades opostas as nossas ou até mesmo pessoas sérias para contestar essa leviandade, a injustiça encontrou seu eco, quem era pedra também virou vidraça. A covardia então tomou a forma de um clamor por respeito, mas essa hipocrisia não resistiu ao calor da disputa eleitoral.
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